Uma partida com muito mais do que 90 minutos. A história de Lanús e Chapecoense não ficará restrita ao que
decidir-se no gramado de La Fortaleza, nesta quarta-feira, pela quinta rodada do Grupo 7 da Libertadores.
Isso porque a Conmebol informou minutos antes do apito inicial de que Luiz Otávio não estaria apto a jogar
por suspensão pela expulsão contra o Nacional, do Uruguai. Os brasileiros, por sua vez, alegaram não terem
sido informados oficialmente da pena e bancaram a escalação do zagueiro - ele anotou o gol da vitória.
Esta não é a primeira vez que Conmebol e Chapecoense divergem sobre uma suspensão. Há uma semana,
o Verdão foi informado também no dia da partida de que não poderia contar com o próprio Luiz Otávio e Rossi
no duelo com o Atlético Nacional, em Medellín, pela Recopa. A dupla foi sacada. A informação desta quarta,
porém, é de que ao zagueiro não bastava a suspensão automática por ter sido julgado e condenado a três
partidas, além de uma multa de 3 mil dólares.
A presença de um membro da entidade causou atrito e confusão no vestiário de La Fortaleza pouco antes das
equipes irem para campo. De acordo com a Chape, nem ela, nem a CBF foram informadas da punição.
Mesmo com a divergência, o clube brasileiro mandou para campo o defensor. Com a derrota parcial no intervalo,
o presidente do Lanús também foi ao vestiário dos árbitros para cobrar um posicionamento.
No fim da partida, o presidente da Chape, Plinio David De Nes Filho, contou, em entrevista coletiva, que dois
minutos antes do jogo foi informado verbalmente que o zagueiro não poderia estar em campo. Ainda de acordo
com o dirigente, o clube está tranquilo e convicto da decisão de manter a presença de Luiz Otávio entre os titulares
da equipe de Vagner Mancini.
além da nossa convicção. Estamos tranquilos. O que mais importa para nós é termos jogado, vencido e estar
conscientes da nossa responsabilidade diante do nosso torcedor e do futebol brasileiro. Defendemos aqui o futebol brasileiro. Não houve aviso oficial em nenhum momento. Temos provas disso. Tanto é que estamos tranquilos
por essa razão. A decisão foi minha, como presidente do clube, de entrar em campo com os jogadores que estavam programados para jogar. Dois minutos antes recebemos um aviso e que nos foi dado sem nenhuma legalidade maior,
a não ser verbal - disse.
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