Eurico banca, quase solitário, permanência de técnico, mas seus pares ainda insistem em mudança. Atual treinador só ganha sobrevida se vencer Coritiba e Flamengo
Oswaldo é um nome caro para os padrões estabelecidos no início do ano no Vasco. Doriva, por exemplo, recebia cerca de R$ 100 mil. No Botafogo, Oswaldo e sua comissão técnica custavam cinco vezes mais ao alvinegros - cerca de R$ 300 mil apenas para o técnico. Mas, no desespero de não cair, a diretoria manda às favas o teto salarial e tenta evitar a terceira queda do Vasco.
Para dirigentes e conselheiros de Eurico a permanência de Roth é insustentável. Citam a incoerência em elogiar Dagoberto na partida de domingo contra o Joinville e, três dias depois, nem colocar o atacante em campo na derrota para o Santos. A avaliação é de que o treinador perdeu o elenco com as constantes trocas e críticas aos jogadores em coletivas de imprensa.
Oswaldo de Oliveira ainda não negou o convite do Vasco
e tem apoio da diretoria vascaína (Foto: Marcos Ribolli)
Mesmo
isolado, o presidente do Vasco tenta dar respaldo a Celso Roth no
comando do time. Eurico, porém, sabe das impressões de jogadores e que é
quase voz única na permanência do técnico vascaíno. A pressão pela
demissão e as primeiras sugestões e sondagens de nomes existem desde a
derrota para o Corinthians, quando o time teve 10 dias para treinar
antes do empate por 0 a 0 com o Joinville. Mas o técnico pode ganhar
sobrevida se o Vasco vencer o Coritiba e conseguir um bom resultado no
confronto com o Flamengo, pela Copa do Brasil.- Ele não quer ficar sem treinador algum. Hoje (ontem) já é quinta, tem jogo sábado... - justificou um membro da direção sobre a permanência de Celso Roth.
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