Técnico tetracampeão brasileiro comenta elenco do São Paulo, fala sobre ser dirigente, critica futebol brasileiro e elogia plantel do Palmeiras em entrevista no EE
Descontraído
e bem melhor de saúde após deixar o cargo de técnico do São Paulo em
2015, Muricy Ramalho recebeu Cléber Machado para uma
entrevista exclusiva em sua casa. Com respostas rápidas e objetivas
sobre
diversos assuntos, o técnico tetracampeão brasileiro falou sobre o baixo
rendimento do elenco do São Paulo no seu comando, comentou sobre as
condições
de saúde em que estava se forçando a trabalhar, e sobre a
responsabilidade de
poder dar alegria e tristeza para milhares de pessoas sendo treinador.
Ao falar sobre o atual
momento do futebol brasileiro, Muricy destacou Neymar como único craque,
e
mostrou insatisfação com a falta de uma discussão mais abrangente sobre
os
rumos do esporte no país, principalmente, depois da derrota da Seleção
para a Alemanha
por 7 a 1 na Copa do Mundo. Às vésperas do início do Brasileirão, ele
também
destacou o Palmeiras como o melhor plantel do momento. Assista a entrevista no vídeo acima e, abaixo, algumas frases do Muricy.
Muricy Ramalho (entrevista/Esporte Espetacular) - 7
(Foto: Sergio Gandolphi)
Pressão e responsabilidade
“Ser técnico faz mal à saúde, quando a gente tem a responsabilidade
de deixar milhares de pessoas tristes ou felizes, é uma baita pressão. E a gente
respeita o torcedor sabe o sofrimento”
Telê Santana
“Tudo que aprendi foi com uma pessoa que eu queria ser
igual. Porque ele era doido no que ele fazia. Ele era focado. Era doente por
futebol”
Sobre o elenco do São Paulo na última passagem
“Não teve sacanagem, mas eles não estavam respondendo como
agora. Mas a gente não tem uma coisa para explicar isso”.
Jogadores brasileiros
“Craque mesmo é o Neymar. Esse é craque. Porque craque é Zico,
é Rivelino. Eu não fui craque, e olha que eu jogava hein”.
Futebol brasileiro após o 7 a 1
“Não é assim. Tem que parar o futebol, se fechar, trazer um técnico que
esteja há muito tempo no mercado, trazer preparados físicos, pessoas da
imprensa, do marketing, e discutir. Não é só marcar amistosos...”
Técnicos brasileiros x equipes da Europa
“O que ajuda o técnico argentino, por exemplo, é a língua,
pois tem muitos que estão lá e não ganharam nada”.
Ser dirigente
“Claro. Vou me preparar porque tenho experiência. Posso
contribuir”
Melhor plantel do Brasil
“Palmeiras”
Incomoda o jargão “aqui é trabalho?”
“Não. Foi uma coisa lá no início que marcou. Mas hoje todo
lugar que eu vou, até no mercado, as pessoas querem tirar foto com o gesto que
acompanha a afirmação. É engraçado."
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