Ex-dirigente não se apresentará à Comissão de Ética da Portuguesa, que investiga "caso Héverton", e responderá a questionamentos por e-mail; órgão aceita opção
O
cartola explicou ao Conselho que ele e sua família têm sofrido com
ameaças
de morte e que, por isso, não irá ao Canindé. A advogada de Da Lupa,
Valéria Menezes, confirmou as intimidações e informou que foi registrado
um boletim de ocorrência. Por esse motivo, o antigo dirigente se
dispôs a responder
os questionamentos por e-mail, o que foi aceito pelo comitê.
- Nós vamos enviar
as perguntas e ele terá um prazo de cinco
dias para respondê-las - afirmou o presidente da comissão, Leandro Teixeira
Duarte.
O Conselho aguarda o depoimento de Da Lupa para encerrar a
apuração. O ex-presidente já faltou a duas reuniões, alegando
problemas de saúde
, e conseguiu uma liminar que impede o clube de divulgar uma
decisão antes de ele ser ouvido. O órgão, então, sugeriu três datas para que o
cartola comparecesse – dias 11, 15 e 18 deste mês – e apresentasse sua versão
dos fatos. Em caso de nova ausência, o processo seria encerrado à revelia.
Para Teixeira, a opção dada por Da Lupa não atrapalhará o
andamento da investigação.
- Atendemos ao pedido dele até para que esse procedimento
termine
mais rápido e para respeitar o direito de defesa. Não nos prejudica em
nada - afirmou o conselheiro.
Ainda que falte ouvir o principal
personagem do episódio, a
comissão de ética já reuniu provas que apontam que erros administrativos
contribuíram para o rebaixamento sacramentado em julgamento do Superior Tribunal
de Justiça Desportiva (STJD). Esses documentos foram entregues ao Ministério Público de
São Paulo, que também investiga o caso. Eles, porém, não avançam na
possibilidade do recebimento de propinas, hipótese levantada pelo promotor
Roberto Senise - veja abaixo:
Da Lupa é um dos alvos do MP, que também apura a
participação do ex-diretor de futebol Roberto dos Santos e do advogado Valdir
Rocha, que teriam omitido de forma proposital a informação de que Héverton
havia sido suspenso pelo STJD por duas partidas e não poderia enfrentar o
Grêmio na rodada final do Brasileiro de 2013. Na última semana, o ex-mandatário
se apresentou espontaneamente ao órgão estadual e se dispôs a entregar informes
de rendimento, além de dados de contas bancárias e telefônicas.
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