quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Título brasileiro sub-20 do Flu é justo e premia investimento da base tricolor


Se há uma palavra para definir o título brasileiro sub-20 do Fluminense, essa palavra é justiça. O time teve a melhor campanha (dez viitórias e dois empates em 12 jogos), o melhor ataque, com 24 gols marcados, o artilheiro do torneio, Matheus Pato (com seis gols), e o melhor jogador, Douglas. Incontestável, como o triunfo por 3 a 0 sobre o Vitória.

O Flu também teve um dos melhores meias, Danielzinho, e dois bons atacantes de velocidade: Marquinhos (que saiu como lateral para a República Tcheca, mudou de posição e evoluiu muito), e Paulinho (machucado, não jogou as finais). O segundo, inclusive, está apenas no primeiro ano de juniores (nasceu em 1997, assim como Douglas e os centroavantes Pedro e Patrick, autores dos gols na final).

A formação do time campeão do Fluminense é também resultado do investimento em vários setores do clube, como futsal e captação, além do projeto internacional comandado pelo gerente da base, Marcelo Teixeira.

Douglas, volante do Fluminense, eleito o melhor da Spax Cup  

Do futsal, vieram nomes como Douglas e Paulinho, que jogavam juntos com Gerson, hoje nos profissionais. O primeiro já ficou no banco em alguns jogos e pode, a qualquer momento, ser utilizado pelo técnico Enderson Moreira. Se mantiver os pés no chão (e isso é necessário), será um excelente volante.

O setor de observadores contribuiu com a identificação de diversos talentos. Do Atlético Acreano, veio Matheus Pato após fazer uma boa Copa São Paulo. Do Nova Iguaçu, vieram Derlan, Patrick e Luiz Fernando. Do Artsul, veio Pedro.

A experiência internacional ajudou jogadores como Ygor Nogueira, que passou pelo Gent, da Bélgica, e o já citado Marquinhos, além de outros, como Marlon Freitas, Igor Julião, Samuel e Pablo Dyego. Teixeira acredita que o fato de jogar fora do país e viver só faz o atleta evoluir, não só como jogador, mas também como ser humano.

Ainda teriam idade para jogar o torneio jogadores como Marlon, Marcos Felipe e Gerson, além do já vendido Kenedy e do lateral-esquerdo Ayrton, que veio do ABC e já treina com os profissionais. Mesmo com os problemas estruturais do CT de Xerém (que melhorou após a reforma, mas ainda está longe do ideal), há a certeza de que há muito talento na base tricolor, disparada a melhor do Rio de Janeiro e uma das melhores do Brasil.

Sobre a competição em si, fica claro que ainda está longe do ideal. Dos 20 clubes envolvidos, 12 jogaram apenas quatro vezes. É fundamental que o calendário da base se unifique, com estaduais disputados nas mesmas datas e um Campeonato Brasileiro com 20 clubes e pelo menos 19 jogos para cada um.

Nenhum comentário:

Postar um comentário