Destaque do Pássaro Preto na maior placar da história do clube, meia está um pouco triste porque a comissão técnica do Timbaúba, o rival, não liberou a imagem do jogo
O feito histórico do Íbis, que goleou o Timbaúba, por 8 a 2, no último domingo, pela Série A2 do Campeonato Pernambucano, pode até ser tratado como folclórico por muitos. Até para os ligados ao clube. Para um personagem da partida, no entanto, o dia foi histórico. Rogério da Silva Dornelas, ou simplesmente Moicano, marcou quatro gols. Foi o primeiro a chegar à marca com a camisa do Pássaro Preto. E, coincidentemente, foram os primeiros da curta carreira como profissional do futebol. E para que tudo se torne perfeito, ele faz um apelo para que o adversário disponibilize as imagens da partida. A únicas que registraram o feito, mas estão guardadas pela comissão técnica rival, que se nega a liberar.
- Quero fazer um apelo para o pessoal do Timbaúba revelar essas imagens. Estou um pouco triste por isso. Queria que todo mundo visse e queria aparecer no Fantástico pedindo a música por ter feito os gols.
O pedido tem um fundamento: fazer com que ele deixe de ser um artilheiro "invisível". Moicano se gaba, mas na verdade poucas pessoas viram a rede ser estufada por ele. Só 219 espectadores compareceram no Estádio Ferreira Lima, em Timbaúba. O confronto foi filmado pela comissão técnica do clube local, que se recusou a ceder as imagens. Os gols, no entanto, não saem da cabeça do camisa 10 do Íbis.
- Um gol foi depois de um lançamento do nosso goleiro, driblei o goleiro e fiz de esquerda. Outro foi aproveitando um rebote dado pelo goleiro. Teve um de pênalti e um outro que foi na sorte. Chutei, a bola bateu no zagueiro e entrou.
- Um gol foi depois de um lançamento do nosso goleiro, driblei o goleiro e fiz de esquerda. Outro foi aproveitando um rebote dado pelo goleiro. Teve um de pênalti e um outro que foi na sorte. Chutei, a bola bateu no zagueiro e entrou.
Moicano viveu momentos de celebridade um dia depois de ter marcado quatro gols (Foto: Lucas Liausu)
Moicano, de 22 anos, é mais um exemplo de garotos que sonham em atuar por grandes clubes, mas que passam verdadeiras batalhas para transformar a carreira em realidade. Ele treinou nas categorias de base de Santa Cruz e Confiança. E não durou muito tempo. Percebeu que as coisas, muitas vezes, não funcionam por méritos próprios. E resolveu se aposentar antes de começar.
- Passei por algumas dificuldades na base e botei na minha cabeça que ia parar de jogar e começar a trabalhar. Tem muita coisa errada na base dos clubes, e a gente acaba se decepcionando, mas surgiu essa oportunidade no Íbis e resolvi tentar mais uma vez. O Íbis abriu a porta e agora estou aqui tentando de novo.
Moicano não entendeu, ainda, o que viveu nas últimas horas. A partir das 18h, do último domingo, quando o árbitro apitou o fim da goleada histórica, o celular não parou mais de tocar. As andanças pelo bairro de Maranguape, em Paulista, na Região Metropolitana de Recife, não são mais como antes. Reconhecido pelos vizinhos, precisou parar, posar para selfies, dar autógrafos e contar sobre o feito.
- Eu nem consigo acreditar no que aconteceu. A minha ficha não caiu de que estou tendo que dar entrevistas e passando por isso.
Moicano não entendeu, ainda, o que viveu nas últimas horas. A partir das 18h, do último domingo, quando o árbitro apitou o fim da goleada histórica, o celular não parou mais de tocar. As andanças pelo bairro de Maranguape, em Paulista, na Região Metropolitana de Recife, não são mais como antes. Reconhecido pelos vizinhos, precisou parar, posar para selfies, dar autógrafos e contar sobre o feito.
- Eu nem consigo acreditar no que aconteceu. A minha ficha não caiu de que estou tendo que dar entrevistas e passando por isso.
Modesta mistura de Lucas com Paulo Henrique Ganso
Rogério Moicano marcou os primeiros gols como profissional, mas mostrou ter personalidade. Sem medo das comparações, garantiu ter um estilo que é uma mistura de dois craques do futebol brasileiro: Lucas e Paulo Henrique Ganso.
- Eu jogo como meia armador. Jogo como Paulo Henrique Ganso, que é o meu ídolo. Sou parecido com ele nos passes, mas também sou veloz como Lucas, do PSG.
Rogério Moicano marcou os primeiros gols como profissional, mas mostrou ter personalidade. Sem medo das comparações, garantiu ter um estilo que é uma mistura de dois craques do futebol brasileiro: Lucas e Paulo Henrique Ganso.
- Eu jogo como meia armador. Jogo como Paulo Henrique Ganso, que é o meu ídolo. Sou parecido com ele nos passes, mas também sou veloz como Lucas, do PSG.
Moicano mostrou habilidade em um dos gols ao driblar o goleiro (Foto: Lucas Liausu)
Nenhum comentário:
Postar um comentário