Clube tem dívida com o goleiro por conta de atraso nos direitos de imagem, luvas e mais 13 salários. Empresário diz que é preciso acerto antes do adeus
Sorriso amarelo: Felipe busca acerto para deixar o Fla (Foto: Pedro Martins / Agência Estado)
Os
pagamentos na carteira de trabalho estão em dia, mas os
direitos de imagem completaram recentemente sete meses de atraso, no
total de R$ 980 mil,
segundo o GloboEsporte.com apurou. Ainda
existe a questão de luvas. As partes debatem percentuais de juros e qual
seria o valor exato desse último ponto, mas é certo que o total romperá
a casa do milhão.
O Flamengo busca um acordo, pois,
além do débito que supera R$ 1 milhão, ainda restam 13 salários a serem
pagos - o contrato vence em dezembro de 2015 -, além dos
décimos-terceiros.
- Temos questões
para serem definidas. Ao término do campeonato, vamos debater as
possibilidades. Não confirmo valores, mas existem algumas coisas em aberto.
Vamos sentar para saber como isso será acertado - afirmou o empresário Bruno
Paiva, responsável pelos interesses de Felipe.
O vice-presidente de futebol, Alexandre Wrobel, reconhece a dívida, mas também prefere não comentar sobre valores.
- Nós estamos conversando com ele, buscando uma
saída. Uma composição que seja boa para ele e para o clube. Imagino
que ele não tenha interesse em ficar na situação em que está. Tivemos
conversas com o empresário dele, estamos em contato direto, com a
participação do financeiro. Acho que vamos conseguir resolver isso até o
fim deste mês - garantiu Wrobel.
Durante
o processo, Felipe chegou a demonstrar abatimento com a situação, e
também se queixou com pessoas próximas sobre a falta de uma posição mais
concreta do comando do departamento de futebol.
Martírio completa quatro meses
Nesta quinta-feira completam-se exatos quatro meses do último
jogo de Felipe pelo Flamengo. E, em um ano complicado para o goleiro, até essa
lembrança é ruim: 4 a 0 sofrido diante do Internacional, em Porto Alegre, no
distante 20 de julho.
Logo depois, Ney Franco foi demitido para chegada de
Vanderlei Luxemburgo. O técnico optou por Paulo Victor e Cesar como reserva. Na semana
seguinte à chegada do novo treinador, ele não foi relacionado para vitória por
1 a 0 sobre o Botafogo. Nos dias seguintes, queixou-se de uma lesão na coxa
direita. Ao se recuperar do problema, as dores que passaram a incomodar foram
na mão direita.
Contratado em 2011 para uma posição em que os rubro-negros
vinham de uma década de ídolos, com Julio César e Bruno, Felipe deu a resposta
imediata ao contrato de risco com várias cláusulas imposto por Patricia Amorim.
Com defesas importantes em pênaltis, foi decisivo na conquista do Carioca
invicto, e em dezembro assinou novo vínculo até o fim de 2015.
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