sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Cadeiras da discórdia: R$ 69 mil pagos ao Maracanã geram debate

Desde jogo contra o Grêmio, consórcio do estádio cobra pela reposição de assentos quebrados pela torcida do Flu. Há questionamento interno na direção por mudança

Uma recente mudança na relação com o consórcio do Maracanã causa debate interno nas Laranjeiras. Questionamentos. E cobranças. Desde o jogo contra o Grêmio, a administração do estádio repassa ao Fluminense o custo pela manutenção e/ou troca de cadeiras quebradas por torcedores. A conta, incluindo os confrontos com Atlético-MG, Criciúma e Atlético-PR, todos pelo Brasileirão, totaliza R$ 69 mil. Prejudica o combalido cofre tricolor e revela uma relação tumultuada entre diretores.  
cadeiras maracanã (Foto: Marcelo Santos/MFS) 
Consórcio cobra R$ 400 por cada cadeira danificado em jogos do Fluminense
 (Foto: Marcelo Santos/MFS)

Pelo acordo entre as partes, firmado em julho de 2013, o valor é descontado da renda líquida das partidas. O curioso é que, até a partida diante do Grêmio, o consórcio embutia o gasto destes reparos no “custo operacional”, ou seja, não repassava ao Flu. Passou a fazê-lo a partir de 24 de setembro de 2014, dia do empate sem gols com o time gaúcho.  
Custo com cadeiras

Flu x Grêmio
5 cadeiras
R$ 2 mil

Flu x Atlético-MG
81 cadeiras
R$ 32,4 mil

Flu x Criciúma
56 cadeiras
R$ 22,4 mil

Flu x Atlético-PR
31 cadeiras
R$ 12,4 mil
A data coincide com uma mudança interna feita pelo presidente Peter Siemsen. Até então, após a saída de Carlos Eduardo Moura, gestor de Arena, o homem do Flu designado para a relação com o Maracanã era Pedro Antônio Ribeiro da Silva, vice-presidente de projetos especiais. Ele, após desentendimentos com o consórcio, foi substituído, por decisão do presidente, pela equipe de marketing do clube, encabeçada pelo vice-presidente Marcello Gonçalves.  
Qual o motivo da mudança? Há quem entenda que o marketing tem sido pouco firme na relação com o consórcio. Há quem considere uma tática para, mais à frente, conseguir vantagens. E há quem apenas ache que o contrato está sendo cumprido. Todas estas questões fazem parte de um debate interno com trocas de acusações que tem de ser administrada pela presidência. É possível que, para 2015, um novo gestor de arenas seja nomeado.  
As cadeiras quebram, na maioria das vezes, pois torcedores sobem nelas. Ficam de pé. Pulam. Os fiscais do estádio orientam o público a não fazê-lo. O Flu, mesmo que de forma tímida, fez campanha de conscientização para evitar prejuízo. Cada uma tem o custo de R$ 400, valor considerado caro pelo Fluminense.  
Recentemente, o Tricolor aumentou o valor dos ingressos. Para não perder sócios, o valor mais barato passou de R$ 10 a R$ 20. A meta de associados para o ano que era de 50 mil baixou para 35 mil. Atualmente, há 24 mil.

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