Desde jogo contra o Grêmio, consórcio do estádio cobra pela reposição de assentos quebrados pela torcida do Flu. Há questionamento interno na direção por mudança
Uma recente mudança na relação com o consórcio do Maracanã
causa debate interno nas Laranjeiras. Questionamentos. E cobranças. Desde o
jogo contra o Grêmio, a administração do estádio repassa ao Fluminense o custo
pela manutenção e/ou troca de cadeiras quebradas por torcedores. A conta,
incluindo os confrontos com Atlético-MG, Criciúma e Atlético-PR, todos pelo
Brasileirão, totaliza R$ 69 mil. Prejudica o combalido cofre tricolor e revela
uma relação tumultuada entre diretores.
Consórcio cobra R$ 400 por cada cadeira danificado em jogos do Fluminense
(Foto: Marcelo Santos/MFS)
Pelo acordo entre as partes, firmado em julho de 2013, o
valor é descontado da renda líquida das partidas. O curioso é que, até a
partida diante do Grêmio, o consórcio embutia o gasto destes reparos no “custo
operacional”, ou seja, não repassava ao Flu. Passou a fazê-lo a partir de 24 de
setembro de 2014, dia do empate sem gols com o time gaúcho.
A data coincide com uma mudança interna feita pelo
presidente Peter Siemsen. Até então, após a saída de Carlos Eduardo Moura,
gestor de Arena, o homem do Flu designado para a relação com o Maracanã era
Pedro Antônio Ribeiro da Silva, vice-presidente de projetos especiais. Ele,
após desentendimentos com o consórcio, foi substituído, por decisão do
presidente, pela equipe de marketing do clube, encabeçada pelo vice-presidente
Marcello Gonçalves.
Qual o motivo da mudança? Há quem entenda que o marketing
tem sido pouco firme na relação com o consórcio. Há quem considere uma tática
para, mais à frente, conseguir vantagens. E há quem apenas ache que o contrato
está sendo cumprido. Todas estas questões fazem parte de um debate interno com
trocas de acusações que tem de ser administrada pela presidência. É possível
que, para 2015, um novo gestor de arenas seja nomeado.
As cadeiras quebram, na maioria das vezes, pois torcedores
sobem nelas. Ficam de pé. Pulam. Os fiscais do estádio orientam o público a
não fazê-lo. O Flu, mesmo que de forma tímida, fez campanha de conscientização
para evitar prejuízo. Cada uma tem o custo de R$ 400, valor considerado caro
pelo Fluminense.
Recentemente, o Tricolor aumentou o valor dos ingressos. Para
não perder sócios, o valor mais barato passou de R$ 10 a R$ 20. A meta de associados
para o ano que era de 50 mil baixou para 35 mil. Atualmente, há 24 mil.
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