terça-feira, 9 de setembro de 2014

Em meio à crise financeira, Juventus é quem mais gasta com salários na Itália

As mudanças no Campeonato Italiano, ano após ano, vão ficando mais evidentes. Menos gastos em contratações nas janelas de transferência, menos estrelas do futebol mundial nos grandes clubes e, consequentemente, queda do desempenho dentro de campo. De acordo com a “Gazzetta dello Sport”, apenas o Juventus, atual campeão nacional, conseguiu aumentar a folha salarial, que hoje é de €118 milhões, com o argentino Carlitos Tévez sendo o atleta mais bem pago do time, embolsando €4,5 milhões (R$13,12 milhões) por temporada.
Tevez comemora, Juventus x Parma (Foto: EFE) 
Tévez é o jogador que mais recebe no Juventus, clube que mais 
gasta com salários na Itália. (Foto: EFE)



Nesta segunda-feira, o jornal acenou com um indicador que reitera a fase vivida pelos italianos. Juntos, os 20 clubes da divisão principal irão desembolsar € 849 milhões (R$2,475 bilhões) em salários na temporada, o que é um número expressivo, se analisado isoladamente, mas bem abaixo do €1,1 bilhão (R$3,207 bilhões) há quatro anos.
Tabela - Mais bem pagos da Itália (Foto: GloboEsporte.com)Os salários mais bem pagos da Itália (Foto: GloboEsporte.com)
Assim como no vice-campeonato da temporada passada, o Roma aparece na segunda posição no quesito folha salarial, com uma despesa de €98 milhões (R$285,72 milhões), tendo o jogador mais bem pago da Itália em seu elenco. De Rossi, meio-campo da Azurra, recebe €6.5 milhões (R$18,95 milhões).

Buscando um caminho que leve à estabilidade financeira, o Milan se desfez de seus principais nomes, como Balotelli, Kaká e Robinho, diminuindo em €11 milhões (R$32,07 milhões) as despesas, batendo a marca de €94 milhões ($274,06 milhões). O Inter de Milão, rival rossonero, foi um dos que mais cortaram gastos em pagamentos aos jogadores, com uma redução de €25 milhões (R$72,89 milhões).

A queda dos números na grande maioria das equipes explica o fato de os italianos não mais brigarem pelos maiores títulos do continente. Com times mais baratos e sem extravagâncias, as equipes seguem um caminho semelhante, com corte brusco nos gastos, mas, em compensação, equipes menos competitivas.

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