O Conselho Deliberativo do Fluminense se reuniu na noite desta terça-feira na sede das Laranjeiras para votar as contas referentes ao exercício de 2017 da gestão do presidente Pedro Abad. No entanto, a reunião terminou em pancadaria e acabou suspensa, sem a votação das contas.
As divergências começaram quando conselheiros da oposição pediram a reabertura das contas de 2016 antes da votação das contas de 2017 em razão de o balanço atual ter corrigido um superávit de R$ 8,3 milhões do ano anterior para um déficit de R$ 13,5 milhões nas demonstrações.
Confusão em votação de contas do Fluminense — Foto: Reprodução
As discussões sobre o tema se estenderam por cerca de duas horas, com momentos de exaltação. Foi então que foi colocado para votação se seria dada continuidade à pauta das contas de 2017 ou se seria convocada uma reunião extraordinária para votar a reabertura das contas de 2016. Por 55 a 47, os conselheiros decidiram realizar a votação das contas de 2017.
Um conselheiro da situação foi fazer um protesto à mesa e levou um soco no rosto de um conselheiro da oposição. O episódio provocou uma confusão generalizada, com troca de acusações e empurra-empurra. Seguranças do clube tiveram que apartar o tumulto.
Membros da oposição alegam que o agredido vinha fazendo provocações e ofensas desde reuniões anteriores. Já conselheiros da situação afirmam que a agressão foi "gratuita e covarde". O conselheiro agredido seguiu para uma delegacia para registrar queixa. Conselheiros afirmam que levarão o caso para a comissão de assuntos disciplinares e pedirão a expulsão do conselheiro do quadro do clube.
Em razão da confusão, o presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Leite, decidiu suspender a reunião. Ainda não há data para a nova votação das contas.
Conselheiros da situação acusam o presidente do conselho de ter agido de forma monocrática e conivente com os opositores ao suspender a reunião. Segundo eles, a oposição tinha como intuito evitar a votação das contas nesta noite.
O Conselho Fiscal havia emitido parecer recomendando a aprovação das contas, mas enfatizando a necessidade de mais cortes de gastos e novas receitas para o clube não continuar com “graves pendências financeiras”. O balanço, divulgado em maio, apresentou um déficit de R$ 67,8 milhões - abaixo do orçamento, que previa 75 milhões negativos.
Flu lamenta ocorrido em nota oficial:
"O Fluminense lamenta e repudia o encerramento, de forma extemporânea, da Reunião do Conselho Deliberativo, na noite de ontem (09/10), ocasionado por um ato isolado de um de seus conselheiros. O clube entende que violência nunca deve ser a via escolhida para resolução de problemas e que as medidas previstas em seu estatuto, para casos como esse, devem ser tomadas de forma exemplar".
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