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(Foto: Maja Hitij - FIFA/FIFA via Getty Images)
A principal novidade e uma das maiores atrações da Copa do Mundo da Rússia foi a utilização do VAR ("Video Assistant Referee" na sigla em inglês). Antes, a tecnologia no futebol era vista por muitos como uma solução para os erros da arbitragem. Em 2014, o chip na bola foi implementado, para determinar quando a bola ultrapassa ou não a linha do gol. Agora em 2018, o árbitro de vídeo foi posto em prática e, após o término do Mundial, podemos aproVAR?
O VAR alterou decisões do árbitro de campo em 17 oportunidades nesta Copa. Os mais beneficiados foram a Costa Rica e a França, com duas alterações do árbitro de video a seu favor. A campeã do torneio teve, inclusive, um pênalti confirmado pelo VAR na final da Copa do Mundo, contra a Croácia.
Um impacto negativo da tecnologia no futebol é o tempo de paralisação durante as partidas. Isso foi uma preocupação da Fifa e o árbitro de campo só foi solicitado para conferir o replay na TV à beira do campo em lances interpretativos. Os números oficiais da entidade apontam uma média de 38 segundos por partida gastos com o recurso tecnológico.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, demonstrou satisfação ao falar do árbitro de vídeo
- Progresso quer dizer fazer as coisas melhores. Isto é melhor. VAR não está mudando o futebol, está tornando o futebol mais honesto, mais transparente. O gol em impedimento acabou no futebol, pelo menos no futebol com VAR. Você nunca mais vai ver um gol marcado em impedimento. Porque essa é uma decisão clara: ou está impedido ou não está - afirmou Infantino.
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Gianni Infantino Copa do Mundo Moscou (Foto: Getty Images)
O mandatário da Fifa também viu como positivo o aspecto disciplinar.
- E tem a parte educativa. Compare os cartões vermelhos em cada Copa do Mundo. Nesta Copa não teve nenhum cartão vermelho por jogada violenta. Se você der uma cotovelada e o árbitro não vir, alguma câmera vai ver. Estamos muito felizes que introduzimos o VAR e hoje é difícil pensar sobre a Copa do Mundo sem o VAR. Certamente foi uma competição mais justa por causa do VAR - constatou o presidente.
Balanço do VAR na Copa 2018 (Foto: Infoesporte)Além do claro aumento da quantidade de pênaltis marcados, o VAR trouxe uma grande redução do número de cartões vermelhos em relação aos últimos Mundiais. Dos quatro jogadores expulsos, apenas dois receberam o vermelho direto: Carlos Sanchez, volante da Colômbia, após evitar um gol com a mão na partida contra o Japão e Michael Lang, da Suíça, que fez uma falta com o adversário em clara condição de marcar.
Gols de bola parada
O número de gols marcados na Copa da Rússia caiu em relação ao de 2014, no Brasil. Quatro anos atrás a média foi de 2,7 gols por partida, enquanto em 2018 a média foi de 2,6. Mas uma estatística de destaque deste Mundial foi, também, o de gols em lances de bola parada (escanteio, lateral, cobrança de falta e pênalti). Dos 169 gols marcados em solo russo, 72 surgiram em jogadas deste tipo. Isso corresponde a 42,60% dos gols da Copa do Mundo, número mais alto desde que a Copa passou a ter 32 seleções participantes.
A contribuição do VAR neste quesito, de acordo com a Fifa, se dá pelo fato de os jogadores estarem mais atentos e preocupados com possívels agarrões dentro da área. Desta forma, os atacantes teriam mais liberdade para tentar um bom posicionamento para marcar.
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