Bicampeão mundial com a Seleção em 1994 e 2002 fala sobre o atacante do Barcelona: "Vários outros jogadores que são craques do time não são capitães"
- O problema é saber quem é o titular absoluto da seleção brasileira. Você precisa ter uma sequência de jogos, treinamentos, mostrar que tem liderança dentro do grupo. Estão questionando aqui a braçadeira para o Neymar. No meu ponto de vista, ele tem de jogar só futebol. O Neymar é a nossa referência, nosso maior ídolo e craque. Nos últimos dez anos não se viu um jogador igual a ele, tecnicamente indiscutível - afirmou Cafu, que atuou 150 vezes com a camisa da Seleção.
- O perfil dele é jogar futebol e se divertir com a bola. Ele não é um líder nato. Tem de deixar o Neymar solto para jogar futebol. E não é demérito ele não ser capitão da seleção brasileira. Pelo contrário. Vários outros jogadores que são craques do time não são capitães - completou.
Além de Cafu, o ex-lateral Carlos Alberto Torres, campeão mundial em 1970, também participou do programa e falou sobre o apelido de "Capitão" que possui até hoje.
- A última alegria que eu tive dessa coisa de "Capitão" foi agora antes da Copa do Mundo, quando a CBF me convidou para ser o chefe da delegação dos amistosos em Miami e Toronto. A maioria eu não conhecia, mas todos jogadores se dirigiram a mim como "Capitão". Foi muito gratificante. Às vezes poderiam até me chamar de senhor, mas todos me chamaram de Capitão - afirmou Torres.
Cafu foi convidado do "Bem, Amigos!" nesta segunda-feira
(Foto: Felipe Zito)
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