Meia é punido por confusão ocorrida no duelo das quartas de final do Baianão
O soco desferido por Meidson
no árbitro Arilson Bispo da Anunciação não vai passar impune. O jogador do
Jacuipense recebeu uma punição pesada do Tribunal de Justiça Desportiva da
Bahia (TJD) por causa da confusão causada no segundo jogo das quartas de final
do baiano entre Jacuipense e Juazeirense. Por agredir o árbitro e ameaçá-lo, o
atleta pode ficar até 210 dias suspenso das atividades profissionais.
No julgamento realizado pelo
Tribunal, Meidson foi punido
por 30 dias pela ameaça e 180 por causa da
agressão. Além disso, o meia terá de pagar uma multa de mil reais. Além
dele, o
técnico Clebson Araújo, o vice-presidente Jocelino Carneiro e o
preparador
físico Lucas Grilo também sofreram punições. O treinador terá de pagar
multa de mil reais, além de cumprir suspensão de 30 dias mais duas partidas. O dirigente pegou gancho de 60 dias, além de multa de R$ 2 mil. Já o preparador terá que cumprir seis jogos de suspensão.
Toda a confusão foi relatada
pelo árbitro na súmula da partida. O Jacuipense foi eliminado com a derrota por 3 a 1.
- Aos 45+2 minutos do
segundo tempo, fui agredido violentamente com um soco efetuado pelas minhas
costas, que atingiu a altura do meu peito, pelo Sr. Meidson Maciel dos Santos,
n° 17, da equipe do Jacuipense, fato esse ocorrido com o jogo em andamento.
Informo que a violência do soco me derrubou no chão, e nesse momento, levantei
e apliquei o cartão vermelho no atleta. Ainda, no mesmo momento, o atleta
expulso me falou as seguintes palavras: "ladrão, filho da p.., você tem
que apanhar mesmo...". Saliento que o atleta transtornado tentou me
agredir novamente, porém foi contido pelos jogadores e pelo assistente de n°
02, Sr. José Carlos Oliveira dos Santos. Informo também que a partida teve uma
paralisação de 2 minutos devido ao atleta se negar a sair do campo de jogo –
diz o relatoria anexo publicado na súmula.
Arilson Bispo Anunciação
também citou a invasão de membros da diretoria e da comissão técnica da equipe.
Após deixar o estádio, o
árbitro registrou um boletim de ocorrência na delegacia de Feira de Santana,
cidade onde a parida foi realizada.
- Ressalto que após a o
jogo, me dirigi à delegacia de Feira de Santana, cito a 2ª Delegacia de Polícia
e a 10ª Coorpin, onde prestei queixa crime da agressão cometida pelo atleta
contra minha pessoa. O protocolo da ocorrência da delegacia é o de n° 03387/15
de 22/03/15 – diz o texto da súmula.
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