Alvo de supostas ofensas, Fabrício será julgado por gestos obscenos para a torcida e pode levar gancho de até 12 partidas; procurador não usou depoimento de jornalista
A perda de mando de campo não tem pena máxima, mas, de acordo com o procurador Alberto Franco, não deve passar de uma partida, caso o clube seja punido. A denúncia foi feita por meio de análises de vídeos do episódio, descartando, portanto, o depoimento do jornalista Luciano Potter, que, inicialmente, seria levado em conta. Potter afirmou em programa de rádio e em rede social que ouvira insultos racistas nas cadeiras do Beira-Rio.
Ao se encaminhar para deixar o gramado e fica de frente com torcedores postados no anel inferior do Beira-Rio, o jogador teria escutado injúrias raciais contra o lateral. A câmera da transmissão da televisão flagra o colorado Vinícius Paixão vociferando contra o lateral, mas a imagem é inconclusiva. Vinícius Paixão, todavia, negou que tivesse dito a palavra "macaco".Fabrício, por sua vez, foi denunciado no artigo 258-A por "provocar o público durante partida, prova ou equivalente". Como a denúncia fora feita duas vezes, o lateral pode pegar gancho de até 12 partidas. O atleta não jogará mais no Inter. A direção oficializou na segunda-feira o seu afastamento. Agora, procura clubes interessados no jogador.
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