Ex-técnico de Rafael Licks, Argel Fucks diz que ambiente do futebol pode ajudar jogador na casa. Colegas revelam personalidade e lado mulherengo de participante
(Foto: Américo Martins/Arquivo Pessoal)
No entanto, a história de Licks não se resume ao comunicado de que iria participar do BBB e ao isolamento até a próxima terça-feira, quando a 15ª edição do programa terá início. Antes de chegar ao Rio de Janeiro e à casa onde pretende ficar pelos próximos três meses e conhecer os outros brothers e sisters, o gaúcho passou por muitos lugares e conheceu muita gente.
Nascido em Canela, no Rio de Grande do Sul, Licks foi em busca do sonho de jogar futebol em Florianópolis, onde ingressou nas categorias de base do Figueirense. Foi lá que ele conheceu um dos grandes amigos na passagem pelo clube de Santa Catarina, o zagueiro Américo. O defensor, que também dividiu os gramados com o meia no último Campeonato Mineiro, quando ambos defenderam o Nacional-MG, lembrou a parceria de longa data e recordou os velhos tempos de base.
- A gente se conheceu no Figueirense, quando ele chegou lá no infantil, com uns 13, 14 anos. Depois no juvenil e nos juniores seguimos juntos. Ele subiu para o profissional em 2012, com o Argel, antes até de estourar a idade do júnior. No juvenil ele chegou a ser artilheiro do nosso time e tinha muita qualidade. A gente sempre foi muito parceiro – declarou o jogador, que passou as últimas férias com Licks.
- Eu estava no treino, e alguns ex-companheiros dele vieram me falar e disseram que o Gaúcho estaria no BBB. Demorei a lembrar do Licks, porque chamávamos ele de Gaúcho, pois a família dele era do Rio Grande do Sul. Quando falaram que era o Rafael, eu fiquei surpreso. Me lembro muito dele. Ele jogava como meia, vestia a camisa 8, era muito habilidoso e era tido como uma promessa. Subi ele, mas logo em seguida eu deixei o Figueira, e ele não teve sequência, passando a ser emprestado para outros clubes do futebol nacional – afirmou.
Com a ideia de dar rodagem a Rafael, o Alvinegro emprestou o jogador a clubes de menor expressão do futebol nacional. No entanto, as passagens pouco destacadas por Brasil de Farroupilha-RS, Nacional-MG e por último pelo Botafogo-SP foram desanimando Licks, que decidiu abandonar a carreira em agosto do ano passado e voltar a estudar Administração. Amigo dele, o volante Júnior Lemos, hoje no América-MG, conheceu Licks no Nacional-MG, no ano passado. Ele contou que da ascensão ao profissional, passando por outras equipes, os dois viveram momentos complicados.
- A gente tem praticamente a mesma idade, então conversávamos muito sobre essa dificuldade de passar da base para o profissional. Nós até subimos mais cedo, antes de completar a idade. A adaptação foi muito difícil, tivemos que rodar em outros clubes – disse.
Rafael Licks deixou o Botafogo-SP no meio de 2014 e abandonou a carreira
(Foto: Cleber Akamine)
Argel
Fucks lamentou o fim prematuro da carreira de Rafael Licks, mas lembrou
que este tipo de desilusão no futebol é cada vez mais comum. Na visão
do treinador, o bom padrão de vida e a base familiar sólida
influenciaram na decisão do atleta.- Ele vem de uma família diferente, tem boa educação e fez a opção de estudar, se formar. Ele foi para clubes menores, certamente frustrou as expectativas que teve e se desiludiu, e isso é natural. Eu mesmo sei que quando era mais jovem havia vários jogadores tecnicamente superiores a mim, mas eu consegui chegar lá – disse.
ensinamentos do mundo da bola
- Uma das facilidades que o futebol trouxe para ele é que a gente convive com pessoas diferentes o tempo todo e mora junto. Então, a gente tem que aceitar o jeito de cada um. Em Muriaé, ele ficou num apartamento com mais cinco pessoas, jogávamos caixeta (um jogo de baralho), brincávamos muito. No futebol, a gente aprende a ajudar um ao outro. E como ele vai ter que fazer amigos lá na casa, acho que ele vai ter uma experiência muito boa – declarou.
Hildo, Rafael Licks e Américo: trio do Figueirense reforçou
Nacional-MG no estadual de 2014
(Foto: Américo Martins/Arquivo Pessoal)
Argel
Fucks concorda com Rafael Silva. No entanto, o comandante acredita que o
mundo da bola trará ainda mais vantagens para Licks durante o
confinamento.(Foto: Américo Martins/Arquivo Pessoal)
- Diferentemente de muita gente lá, ele sabe como é estar em frente aos holofotes, sabe lidar com a mídia e tem noção do que as pessoas querem ver e ouvir. Em um programa como este, é preciso saber como se comportar e ele sabe. Acho que isso será uma grande vantagem para ele no BBB - disse Argel, que revelou torcida pelo ex-comandado.
Quem indicou Rafael Licks para o Nacional-MG foi o técnico Tuca Guimarães, que havia trabalhado no corpo técnico do Figueira antes de acertar com a equipe de Muriaé. Ele deixou o cargo antes mesmo do início da disputa do Campeonato Mineiro de 2014, mas, mesmo assim, afirma que a convivência com o brother foi sadia.
- Ele é um cara muito tranquilo, um moleque bom, que todo mundo gosta, fácil de lidar. É um cara de grupo, que tem liderança e acho que isso vai ser importante para ele lá dentro. Ele é muito determinado, focado e acho que vai se dar bem na casa – declarou Tuca, dizendo que uma das principais características de Licks é ser muito vaidoso.
vida de galã
- Quando ele estava no Nacional, em Muriaé, andou na linha, porque estava namorando, mas, quando estava solteiro em Floripa, ele era o terror - entregou.
Um dos responsáveis pela ida de Rafael para o futebol mineiro foi Amarildo Ribeiro, presidente do Nacional, que deixou de atuar por competições profissionais neste ano. O dirigente afirma que Licks sempre foi um bom garoto dentro de campo. Sobre o sucesso com as mulheres e a fama de galã, Amarildo preferiu não se pronunciar e disse que tem mais no que se concentrar.
- Eu só posso analisá-lo pelo que ele era em campo: um garoto bom, determinado, companheiro dos demais. Quanto a este negócio de galã, não vou comentar, estou fora. Prefiro ver e analisar as meninas que estarão no programa com ele – brincou.
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