Técnico lamenta ter perdido Valdivia na reta final, vê garotos da base como seu maior legado e avisa: não quer assumir outra equipe que lute contra o rebaixamento
- Cheguei num momento em que não tinha mais tempo para contratações e nem para treinos, com jogos de quarta-feira e domingo
Dorival acredita que se tivesse tido a oportunidade de começar o próximo ano à frente do Palmeiras, conseguiria montar uma equipe competitiva. Nesta temporada, depois que assumiu o time, ele só recebeu dois jogadores novos: o goleiro Jailson, do Ceará, e o volante Washington
- Falei várias vezes a eles que se não fosse dessa maneira (permanência em 2015), estaria correndo um risco e não seria saudável
Quando chegou ao clube, após a saída do
argentino Ricardo Gareca, Dorival encontrou o Palmeiras na 16ª
colocação, com 17 pontos em 18 jogos. Ele até alcançou uma série de bons
resultados até a vitória sobre o Bahia, na 32ª rodada. A seis rodadas
do fim, o Verdão precisava de uma vitória para se salvar do
rebaixamento, mas acumulou cinco derrotas e um empate em seis partidas. O
técnico acredita que a queda de rendimento se deve à ausência de
Valdivia, que foi para a seleção chilena e voltou machucado.
-
Tivemos
ali o Fernando Prass fazendo defesas importantíssimas, os garotos que
deram sustentação, mas o Valdivia nos fez muita falta. Além de dar
consistência ao time, sua liderança era fundamental.- Se tem um cara que gosta de dar oportunidade para a base sou eu. Depois de muitos e muitos anos sem revelar ninguém, o Palmeiras teve até cinco jogadores das categorias de base no time. São jogadores promissores e com uma bela carreira pela frente. Mesmo com toda a situação delicada, eles foram valorosos e se entregaram bastante - disse.
Após dois rebaixamentos, com Vasco e Fluminense, em 2013, Dorival diz que não se arrepende de ter assumido o Palmeiras, mas agora irá pensar duas vezes antes de fechar com uma equipe que esteja lutando para não cair de divisão.
- Não me arrependo de maneira nenhuma. Esses dois últimos anos foram importantes porque nesses momentos o ser humano cresce. Mas pensaria muito daqui para frente. Não seria mais uma situação que me pegaria facilmente, a não ser que tivesse uma segurança muito grande.
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