Paulo Nobre, Wlademir Pescarmona e Luiz Carlos Granieri lideram os três grupos registrados na disputa. Aprovação depende da votação entre conselheiros
Nesta segunda-feira, a partir das 19h, 278 conselheiros começam a definir o futuro do Palmeiras pelos próximos dois anos. Na sede do clube, os alviverdes votarão a aprovação das três chapas que registraram o interesse de disputar, em novembro, a eleição presidencial.Pela primeira vez na história do Verdão, os associados terão a oportunidade de eleger o novo presidente palmeirense. Mas, de acordo com a última mudança estatutária, as chapas precisam ser aprovadas pelo filtro do Conselho Deliberativo.
Granieri, Pescarmona e Nobre são pré-candidatos.
Aprovação das chapas depende do Conselho (Foto: Editoria de Arte)
Os grupos liderados
por Paulo Nobre, Wlademir Pescarmona e Luiz Carlos Granieri serão submetidos a
uma votação interna nesta segunda-feira. Para que a candidatura seja registrada e tenha condição de
disputar o pleito em novembro, ela precisa receber a anuência de 15% do órgão
(cerca de 42 conselheiros).– Passaremos pelo filtro com o apoio de grande parte do Conselho Deliberativo, órgão que confia em nosso trabalho e que nos dará sustentação política para um segundo mandato – avaliou Nobre.
Principal nome da oposição, Wlademir Pescarmona lidera a chapa União Verde e Branca. Além dele, o grupo conta com o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, João Gavioli, Carlos Degon e César Lemos (o César Maluco) como candidatos à vice-presidência.
Última força a despontar nos bastidores do clube, o grupo Aliança Verde, liderado por Luiz Carlos Granieri, aposta no prestígio interno para ganhar a aprovação dos conselheiros e disputar o pleito. Osimar Morais, Antônio Henrique Silva, Faustino Caputo e Flavio Buongermino completam a chapa.
– É verdade que iniciamos o processo eleitoral há pouco tempo, depois dos outros, mas temos prestígio perante ao Conselho e aos associados. Dos nossos vices, o Osimar Morais e o Faustino Caputo foram, em ocasiões diferentes, os conselheiros mais bem votados em Assembleias dos sócios. Temos também o Flavio Buongermino, que é diretor há mais de 30 anos. E o Antonio Henrique Silva é uma pessoa importante no Palmeiras, que possui o apoio de muitos conselheiros. Não temos preocupação, vamos passar pelo filtro – disse Granieri.
– Participar de uma eleição presidencial no Palmeiras é uma honra. Esta será ainda mais especial devido ao fato de o sócio poder participar. Como é um formato inédito, é impossível fazer previsão. Acreditamos na vitória dado o trabalho sério desenvolvido e reconhecido pelo sócio – afirmou Nobre.
– Como é a primeira eleição com o associado nós não temos uma referência para fazer qualquer tipo de comparação. Acredito muito na votação com os sócios por dois motivos: pela nossa frequência dentro do clube, principalmente com o Carlos Degon, o João Gavioli e o César, acho que isso vai atrair muito, e também pela falta de preparo que teve essa diretoria em relação aos assuntos do clube, que está abandonado. Sentimos esse reflexo conversando com os associados. Já estamos trabalhando com o sócio há muito tempo. Acho que vamos conseguir os objetivos pela nossa experiência, pelo nosso projeto e pela falta de capacidade da atual diretoria – disse Pescarmona.
– É um momento histórico na vida do Palmeiras. É um processo democrático em que teremos pela primeira vez a participação do associado. Isso vai ser muito importante para o clube. Sou conselheiro vitalício, membro eleito do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), fui formado como dirigente dentro do Palmeiras. Trabalhei com grandes presidentes e me sinto em condições de dirigir essa nação – completou Granieri.
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